Por todo o Brasil, são mais de duas mil instituições entre universidades federais, estaduais, municipais e privadas. Diante de tantas opções é importante tomar alguns cuidados na hora de escolher onde estudar. Não é todo curso de graduação que oferece um ensino de qualidade, e isso deve ser considerado por você quando chegar a hora de escolher a universidade.

Em primeiro lugar, tem se informar se as instituições são credenciadas ao Ministério da Educação (MEC) e se os cursos são autorizados. Muita gente se matricula em instituições que nem se quer são credenciadas.Somente universidades e centros universitários possuem autonomia para criarem seus cursos. Todos os outros tipos de instituição precisam de uma autorização do poder público.

O edital do vestibular deve conter esta informação, com a data em que a autorização foi publicada no Diário Oficial da União para o candidato poder conferir. No site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é possível checar se a instituição e o curso estão autorizados.

O futuro aluno deve conhecer o projeto pedagógico do curso, que deve ser fornecido pela instituição quando solicitado. Neste projeto, a instituição deve informar a que o curso se propõe, quais são suas etapas e até os métodos de avaliação. Assim, o candidato pode avaliar se o conteúdo oferecido por aquela instituição lhe interessa. Verifique como é composto o corpo docente em exercício na instituição. Parte dele deve ser composto por mestre e doutores.

Outro passo importante é verificar se a instituição tem demonstrado qualidade ao longo dos anos. É bom fugir dos sites institucionais. Eles mostram uma realidade que é interessante apenas para a imagem da universidade. O ideal é fazer uma busca para saber o que associações e até mesmo a imprensa têm falado sobre ela.

Também procure saber onde os ex-alunos dessa instituição estão trabalhando e onde profissionais de destaque na área em que pretende atuar se formaram. Muitas instituições oferecem visita monitorada aos vestibulandos. Uma boa opção para avaliar a qualidade dos laboratórios, salas de aula, biblioteca e outras dependências

Informe-se sobre convênios de estágios e parcerias com outras empresas e instituições. Eles podem facilitar sua entrada no mercado. Procure saber se os professores são atuantes no mercado. Além de proporcionarem aulas mais dinâmicas, eles também podem ser um canal com o mercado.

Depois também é interessante checar o valor da mensalidade e a localização da universidade. Lembre-se, serão em média quatro anos frequentando a instituição!

TIPOS DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Estudar em uma universidade ou em uma faculdade integrada? Pública ou privada? Ser ou não o primeiro aluno em um curso novo de graduação? Ao escolher a profissão, o estudante tem que levar tudo isso em consideração. O que não é nada fácil porque se depara com uma nomenclatura diferente, a qual ainda não está acostumado, que designa as carreiras e as IES (Instituições de Ensino Superior). Segundo a legislação em vigor,há sete categorias de IES no Brasil:

1) UNIVERSIDADES

Instituições pluridisciplinares, públicas ou privadas, de formação de quadros profissionais de nível superior, que desenvolvem atividades regulares de ensino, pesquisa e extensão.

2) UNIVERSIDADES ESPECIALIZADAS

Instituições de Educação Superior, públicas ou privadas, especializadas em um campo do saber como, por exemplo, Ciências da Saúde ou Ciências Sociais, nas quais são desenvolvidas atividades de ensino e pesquisa e extensão, em áreas básicas e/ou aplicadas

3) CENTROS UNIVERSITÁRIOS

Instituições de Educação Superior, públicas ou privadas, pluricurriculares, que devem oferecer ensino de excelência e oportunidades de qualificação ao corpo docente e condições de trabalho à comunidade escolar.

4) CENTROS UNIVERSITÁRIOS ESPECIALIZADOS

Instituições de Educação Superior, públicas ou privadas, que atuam numa área de conhecimento específica ou de formação profissional, devendo oferecer ensino de excelência e oportunidades de qualificação ao corpo docente e condições de trabalho à comunidade escolar.

5) FACULDADES INTEGRADAS E FACULDADES

Instituições de Educação Superior públicas ou privadas, com propostas curriculares em mais de uma área do conhecimento, organizadas sob o mesmo comando e regimento comum, com a finalidade de formar profissionais de nível superior, podendo ministrar cursos nos vários níveis (sequenciais, de graduação, de pós-graduação e de extensão) e modalidades do ensino.

6) INSTITUTOS SUPERIORES OU ESCOLAS SUPERIORES

Instituições de Educação Superior, públicas ou privadas, com finalidade de ministrar cursos nos vários níveis (sequenciais, de graduação, de pós-graduação e de extensão).

7) CENTROS DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

Instituições especializadas de educação profissional, públicas ou privadas, com a finalidade de qualificar profissionais em cursos superiores de educação tecnológica para os diversos setores da economia e realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico de novos processos, produtos e serviços, em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade, oferecendo, inclusive, mecanismos para a educação continuada.

Todas as instituições de Educação Superior brasileiras estão organizadas por categorias administrativas (ou formas de natureza jurídica). São elas:

PÚBLICASCriadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder Público. Podem ser:

Federais: mantidas e administradas pelo Governo Federal;
Estaduais: mantidas e administradas pelos governos dos estados;
Municipais: mantidas e administradas pelo poder público municipal.

PRIVADAS

Mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. Podem se organizar como:

1. Instituições privadas com fins lucrativos ou Particulares em sentido estrito – instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas de direito privado;
2. Instituições privadas sem fins lucrativos.

As instituições privadas sem fins lucrativos podem ser:

Comunitárias: instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas, inclusive cooperativas de professores e alunos que incluam, na sua entidade mantenedora, representantes da comunidade;

Confessionais: instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendam à orientação confessional e ideológica específicas;

Filantrópicas: são as instituições de educação ou de assistência social que prestem os serviços para os quais foram instituídas e os coloquem à disposição da população em geral, em caráter complementar às atividades do Estado, sem qualquer remuneração.

FONTE: https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2017/02/16/1149654/saiba-escolher-faculdade-certa.html