Trotes violentos- Em 1831, aconteceu o primeiro trote universitário no Brasil. O trote é uma tradição que a grande maioria dos calouros passa, quando ingressa na faculdade. No entanto, alguns veteranos pegam pesado na brincadeira.

Confira os trotes mais violentos já registrados no país.

1- UFU

A festa do curso de agronomia, da Universidade Federal de Uberlândia, em 2006, fez com que um calouro fosse parar no hospital. Além de obrigarem o aluno a ficar nu e coberto por tinta, também foi pedido para que o aluno deitasse sobre um formigueiro. O estudante teve mais de 250 picadas e foi parar em uma UTI.  A universidade como punição, expulsou dois alunos e suspendeu outros 14.

2- UNIARA

No Centro Universitário de Araraquara (Uniara), alunos de diversos cursos após recusarem ter seus cabelos raspados durante os trotes, foram agredidos por veteranos da Universidade. Os alunos tiveram vários ferimentos, causados pelos veteranos, um deles sofreu até de amnésia temporária, após o foto, os alunos deixaram de frequentar a Universidade.

3- UNESP

O curso de Engenharia, da Universidade Estadual Paulista, fez uma festa de recepção para os “bixos”, em Guaratinguetá, no vale do Paraíba, na ocasião, um dos novos alunos, além de ser humilhado pelos veteranos, sofreu agressões, e foi obrigado a pendurar um peso de 7 kg em seus órgãos genitais, logo após o ocorrido, o estudante trancou a faculdade.

4- UNIFEB

Em uma festa de confraternização entre diversos cursos do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos, em 2010, sete estudantes da Universidade, foram recepcionados com jatos de creolina.  Todos sofreram queimaduras de primeiro grau. O caso foi investigado pela polícia, mas acabou sendo arquivado, e nenhum aluno foi responsabilizado.

5- FURG

No trote do curso de Engenharia da Computação, da Faculdade Universidade Federal de Rio Grande, em 2010, os veteranos exageram e obrigaram os calouros a consumirem bebida alcoólica em excesso. Dois alunos entraram em coma alcoólico e foram internados.

6- USP

Uma das festas mais marcantes foi a do curso de Medicina, da Universidade de São Paulo. Um dia após o trote, o calouro Edison Tsung foi encontrado morto no fundo da piscina da instituição. Após ser pintado, Edison e outros alunos foram para a piscina atlética, o aluno foi forçado a entrar na piscina sem saber nadar.  Quatro alunos foram denunciados pelo Ministério Público, por causa da morte do aluno, no entanto o  caso foi arquivado pelo STJ por falta de provas.

7- PUC-SP

Em uma festa de boas vindas aos calouros de Medicina, da Faculdade Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, um aluno teve fogo ateado em seu corpo durante o Mata-Toma, tradicional festa de recepção para os novos alunos. Após passar pelas repúblicas para beber, o estudante parou para descansar, enquanto dormia outros alunos, colocando fogo em suas roupas. O estudante teve 25% do corpo queimado.

Os trotes surgiram para comemorar uma fase nova na vida do estudante. No entanto, atualmente, o que era pra ser algo divertido, se tornou um constrangimento violento e até mesmo perigoso.

O caso do aluno calouro de Medicina, Edison Tsung Chi Hsueh, da USP, que morreu, na piscina da Universidade, foi bastante marcante e gerou uma grande repercussão, fazendo com que as instituições de ensino repensassem a forma como os trotes são aplicados.

Para evitar que os filhos sofram com o trote, uma medida protetiva tomada pelos pais, é de acompanhar os filhos no momento da matrícula, que é quando o trote ocorre.  Outra medida que os pais podem abordar é de encorajar seus filhos a fazerem somente aquilo que se sentem seguros.  Além-claro, de manter contato por celular, e avisar a polícia, caso ocorram brincadeiras perigosas e agressivas.

Pois o estudante, quando chega para fazer a matricula, é coagido, muitas vezes em situações que não o deixam escolha, a não ser de participar da festa, pois, se o mesmo reagir, acaba sendo excluído pelo grupo, e marcado pelos colegas. No momento da matrícula, quando abordado pelos veteranos, o estudante precisa manter o espírito esportivo.

Outro ponto fundamental é a posição das Universidades, frente aos trotes. As mesmas precisam solicitar policiamento para as áreas no entorno das instituições, para que pequenos grupos não consigam aplicar trotes de forma violenta e às escondidas da instituição.

Também é bom que as festas ocorram dentro das dependências acadêmicas, pois se torna mais seguro, porque nesse ambiente há mais controle por parte da instituição. Caso o aluno deseja evitar o trote, a dica é faltar às primeiras aulas, evitando assim a participação no trote.  No entanto, se a brincadeira for saudável, o trote ajuda a fazer amizade com outros estudantes. Uma boa dica é o trote é o “solidário” em que os alunos devem levar alimentos não perecíveis para doar às instituições filantrópicas.

Fonte: Vestibulando ansioso